A safra 2016/2017 promete ser boa. Francisco Soares Neto, presidente da Fundação MT, acredita em um incremento de 4 a 5% na produtividade média do Estado, que está em 50 sacas. “Comparativamente ao ano passado, que foi muito seco, a diferença deve chegar a 10%”, diz. As razões para o sucesso, segundo ele, foram o plantio feito na época correta e as chuvas, bem distribuídas. Pragas e doenças também puderam ser controladas.
Ivan Pedro Araújo, engenheiro agrônomo e pesquisador da Fundação MT, afirma que nesta safra a ferrugem asiática chegou um pouco mais cedo em Mato Grosso. “Ela foi detectada mais cedo em relação às duas últimas safras principalmente na região do Chapadão do Parecis”, diz.
De acordo com ele, a soja tiguera foi quem contribuiu para isso. “Ainda assim, nas lavouras de ciclo curto, a ferrugem não impactou em termos de perdas, porém existem áreas no campo em plena fase de enchimento de grãos, no Parecis e na região sul de Mato Grosso, onde tem ferrugem no ambiente e tem uma soja que o produtor precisa proteger”, completa.
A recomendação do pesquisador é que os agricultores monitorem as lavouras e estejam munidos de fungicidas para iniciar a aplicação, quando necessário, no tempo correto.
Com a soja sendo colhida ele alerta para a presença de esporos no ambiente que podem afetar lavouras plantadas mais tarde. Outra questão são as chuvas, bastante volumosas nesse momento, o que dificulta a entrada de máquinas no campo. “O produtor precisa ficar alerta, porque o fungo adora essa condição de umidade e chuva”, completa.
No caso das pragas, Lúcia Vivan, especialista em entomologia da Fundação MT, afirma que a mosca-branca foi o inseto que causou maiores problemas em Mato Grosso nesta safra. “Mesmo o clima estando úmido agora, a gente viu que teve uma colonização muito boa dela”, diz, o que se deve ao estabelecimento de uma segunda geração antes mesmo desse período. Segundo Lúcia, as maiores infestações ocorreram na região Médio Norte do Estado. “Na região Sul a gente já tem uma infestação menor de mosca-branca, que foi menor também do que a do ano passado”.