Apesar do agravamento da crise econômica do País, representantes de concessionárias de automóveis, máquinas agrícolas e do Banco do Brasil fazem um balanço positivo dos negócios realizados durante a ExpoLondrina 2016, que se encerrou ontem no Parque Ney Braga. O público que foi à feira no domingo, no entanto, foi bem menor que o do ano passado.
"Nós estimamos que a movimentação tenha sido em torno de R$ 90 milhões", conta o superintende regional do Banco do Brasil, Pablo da Silva Ricoldy. De acordo com ele, em 2015, o banco realizou negócios na ordem de R$ 56 milhões. "No ano passado, aconteceu uma retração provavelmente porque houve uma grande compra de maquinário nos anos anteriores", avalia. Do total de financiamento feito pelo banco, 70% se referem a maquinário agrícola.
O superintende afirma que, apesar de terem subido desde o ano passado, os juros oferecidos ao produtor rural são ainda muito bons. Antes, as taxas iam de 2% a 5% ao ano e agora estão entre 5% e 8,75%. "Nós tínhamos uma meta de bater a movimentação do ano passado. E fomos muito além disso", declara. O balanço oficial do evento só será divulgado em dez dias.
"Não posso reclamar da feira. Pretendíamos crescer 5% e, com certeza, crescemos mais", afirma Wilson Naldi, diretor Comercial da Tork Kuhn. A empresa que, entre outros equipamentos, produz e comercializa pulverizadores, participa da ExpoLondrina há 40 anos. "Poderia ter sido melhor, mas foi muito bom, fizemos muitos negócios", declara ele sem revelar números.
A Concessionária Fiat Marajó vendeu 60 carros durante a feira. Segundo Cláudio Roberto Felismino, gerente comercial da Fiat Marajó, o crescimento é de 50% em relação ao ano passado. "O lançamento do Toro foi um sucesso na feira", conta. Foram vendidos 42 desses veículos que custam a partir de R$ 72.900 para o produtor rural. No total, a empresa estima ter faturado cerca de R$ 3,5 milhões.
Fábio Sitta, gerente comercial da Ford Tropical, diz que a concessionária superou em 10% a meta de venda. "A feira foi boa, gerou bons resultados", declara. Segundo ele, o fato de a Ford ter aumentado a garantia da caminhonete Ranger por cinco anos e permitido a venda do veículo em parcelas semestrais ajudou a alavancar os negócios. "O produtor rural paga com as safras", conta
Na Metronorte Chevrolet, a avaliação da feira também foi bem positiva. "Diminuiu o fluxo de gente no estande. Mas o público foi mais seletivo. Vieram mesmo para comprar", declara o operador Vilson Basseto. De acordo com ele, muitas compradores esperam a realização a ExpoLondrina para comprarem seus veículos devido aos descontos. "Esse ano trouxemos a S10 Advanced, completíssima, por R$ 69.990 para produtor rural."
Os descontos, segundo ele, chegavam a 25%. "Vendemos 145 carros, sendo 70% deles, caminhonetes", declara. Os números, conforme afirma Basseto, são equivalentes aos do ano passado. "Mas o tíquete médio foi maior, subiu de R$ 45 mil para R$ 60 mil", diz ele. O faturamento chegou a R$ 9 milhões.