Gado de corte de Aceguá - RS.

A criação do gado, com trabalho continuo em melhoramento genético a Arrozeira Banhado, busca somente animais com características de desempenho adequadas para maior produção de carcaça em um período menor de tempo de engorda a campo em pastagem de azevém trevo e cornichão.

Processos de produção

Os processos de secagem e armazenagem dos nossos produtos são realizados utilizando a mais alta tecnologia, buscando segurança e eficiência das operações e qualidade dos produtos. Esse processo abrange as atividades desde o campo até o recebimento e armazenagem nas unidades da Arrozeira Banhado. O transporte do arroz e da soja até a unidade de armazenamento é realizado com o máximo de cuidado, a fim de preservar a qualidade dos grãos. Cada etapa do processo é inspecionada e ajustada para que se obtenha um produto de excelente qualidade.

Meio Ambiente

Nas áreas cultivadas pela Empresa, é feito o recolhimento de filtros de lubrificantes e de embalagens vazias de agrotóxicos para posterior envio a pontos de coletas. São utilizados tanques de combustível e rampas de lavagem com caixas de retenção de resíduos, para reduzir possíveis impactos negativos ao meio ambiente.

Estrutura Física

Arrozeira Banhado conta com uma moderna estrutura de secagem e armazenagem de arroz. Tem capacidade para estocar 45 mil toneladas de arroz em suas unidades. Recebendo 1.500 ton/dia.

Produção de hortaliças é opção de renda para produtores dos vales do Jequitinhonha e Mucuri

A produção sustentável de hortaliças é uma atividade que vem crescendo na região da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), em Diamantina-MG. Para contribuir com este trabalho, o Núcleo de Estudos de Agroecologia e Produção Orgânica (NEAPO) da UFVJM, realizou uma capacitação para técnicos extensionistas da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG).

O treinamento aconteceu na UFVJM - Campus Diamantina, em 17 de março, em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A iniciativa integra ações do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo), política pública do Governo Federal, para o desenvolvimento rural sustentável, que vem apoiando ações em Agroecologia e produção orgânica.

Um dos pontos importantes dessa política está no intercâmbio de conhecimento entre os 138 núcleos semelhantes por todo Brasil. A Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG) conta com um núcleo, coordenado pelo pesquisador Walter José Rodrigues Matrangolo. Este núcleo, também financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), é intitulado "Constituição do Núcleo de Agroecologia na Embrapa Milho e Sorgo e fortalecimento da equipe multiinstitucional do CVT/MG - Grupo Guayi".

Walter Matrangolo ressaltou que a capacitação visa dar contribuições técnicas para os extensionistas da Emater atuarem com a produção sustentável de hortaliças. "A agricultura de base ecológica vem se apresentando como alternativa para geração de emprego e renda na região, devido à diminuição das atividades de mineração", conta.

O projeto tem como objetivo implantar um Núcleo de Estudos em Agroecologia e Produção Orgânica na UFVJM, o NEAPO-UFVJM. De acordo com o professor Valter Carvalho de Andrade Junior, da UFVJM - Diamantina, o objetivo específico é implantar um projeto piloto de produção agroecológica com a Associação "A Grande Vitória", em São João da Chapada, distrito de Diamantina. "A longo prazo, pretendemos implantar um centro de referência e de estudos em agroecologia e produção orgânica na UFVJM, onde serão implementadas ações de ensino, pesquisa e extensão na referida área", informou o professor.

Valter Carvalho destacou que a comunidade está sendo beneficiada com uma estrutura completa de casa de vegetação para produção de mudas, viveiro telado e sistema de irrigação por gotejamento, organizada em uma área de aproximadamente dois mil metros quadrados, onde está sendo montado o projeto piloto. A comunidade pode, também, participar de capacitação técnica, que vai desde o planejamento até a comercialização dos produtos. "Tudo isso está sendo feito com a participação de produtores da associação. Eles são parceiros ativos e participam com opiniões, sugestões e troca de experiências", disse Carvalho.

Produção sustentável de hortaliças

O treinamento, ministrado por professores da UFVJM e pelo pesquisador da Embrapa, Walter Matrangolo, abordou questões técnicas e culturais, tais como: planejamento, definições e conceitos de produção sustentável; extensão rural; produção de mudas de hortaliças; manejo de irrigação; manejo do solo e adubação; manejo de doenças e de plantas daninhas; componentes de uma horta; a cultura de distanciamento da natureza da civilização contemporânea; plantas espontâneas com potencial para favorecer a presença de agentes de controle biológico e sua relação com segurança alimentar e nutricional e possíveis arranjos em sistemas produtivos biodiversos.

Walter Matrangolo falou também das potencialidades de a planta leguminosa brasileira Cratylia argentea compor sistemas agrobiodiversos para a produção de hortaliças; e sobre a metodologia de pesquisa em percepção ambiental conduzida junto à extensionistas e agricultores. Esta metodologia busca estudar o grau de conhecimento dos usuários sobre os  insetos agentes de controle biológico, tendo como referência a publicação da Embrapa "Guia para o reconhecimento de inimigos naturais de pragas", de autoria da pesquisadora Alessandra de Carvalho Silva (Embrapa Agrobiologia) e equipe.

Os técnicos tiveram uma aula prática em campo, na Unidade de Implantação do Projeto Piloto do NEAPO, para coleta e identificação de insetos agentes de controle biológico na horta da UFVJM. "Os alunos ficaram entusiasmados e se empenharam bastante em coletar e identificar os principais grupos de insetos agentes de controle biológico", disse Walter Matrangolo. "Mesmo com um pequeno esforço e tempo de trabalho, foi coletada uma grande diversidade de organismos agentes de controle biológico, conhecidos popularmente como: joaninhas, fevereiro, mindinho, marimbondo, vespas, aranhas, Louva-Deus. Este fato indica que a área do entorno à UFVJM, em Diamantina, apresenta boa qualidade ambiental, e, provavelmente, não recebe agrotóxicos", explica Matrangolo.

O grupo verificou que a presença de vegetação nativa é fundamental no fornecimento desse importante serviço ambiental, que é o controle biológico natural. "Por isso, é possível inferir que a região da Universidade apresenta bom potencial para a produção de hortaliças em bases agroecológicas, pois conta com muitos organismos capazes de impor o controle biológico natural aos insetos fitófagos", afirmou o pesquisador da Embrapa.




Fonte: Agrolink

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