Produtores de todo o Brasil renderam-se às vantagens de poder armazenar em sua propriedade grãos no período da safra sem precisar fazer um investimento mais pesado. O uso do silo bolsa não para de crescer em todas as fronteiras agrícolas do país. A Pacifil Brasil, umas das principais fabricantes da tecnologia, com sede em Sapiranga - RS, estima para este ano um crescimento de 30% nas vendas do produto, que se soma a um aumento consecutivo desde que a empresa inaugurou sua unidade produtiva no Brasil, em 2011, sem considerar o volume exportado para diversos países como, Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia, Ucrânia, Canadá, Estados Unidos e Austrália.
Somente em 2015, o crescimento de vendas no Brasil foi de 27%. “A cada ano conseguimos identificar claramente a evolução da procura por silo bolsa no Brasil, reflexo claro do entendimento do produtor sobre o potencial do sistema como ferramenta de trabalho que proporciona economia em vários momentos”, afirma Harti W. Lenhardt, Gestor Comercial da Pacifil Brasil.
O sistema é um importante aliado para dar vazão à colheita não só como armazenagem, mas no processo de secagem dos grãos, como em períodos de instabilidade climática, em que é necessário fazer a colheita com umidades elevadas para evitar a perda dos grãos na lavoura, e posteriormente baixar a umidade deste grão passando por um secador.
“A velocidade da secagem costuma ser bastante inferior em relação à velocidade da colheita. É neste momento que o silo bolsa auxilia o processo, armazenando o grão por um período curto de aproximadamente 15 dias, tempo necessário para o secador dar conta do volume colhido com umidade acima do permitido”, afirma Lenhardt.
O silo bolsa produzido pela Pacifil Brasil tem como matéria-prima um polietileno desenvolvido no Centro de Tecnologia e Inovação da Braskem, um dos mais modernos da América Latina, especialmente para sua fabricação, com características que garantem resistência ao peso e isolamento térmico, permitindo que os produtores armazenem seus grãos por até 24 meses em suas propriedades. Assim, podem aguardar por uma melhor oferta de preço das sacas, e menores custo logísticos, os quais nos períodos de colheita chegam a subir até 300%.
Conforme Lenhardt, o estado do Mato Grosso é o líder no uso do sistema, seguido por Bahia e Goiás. O RS representa atualmente 8% do volume total negociado pela empresa. Ele observa o potencial de crescimento da tecnologia nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia por terem muitas áreas de terra para serem exploradas.
Atualmente, o modelo mais utilizado é o silo bolsa de 9x200 pés, com capacidade de armazenagem aproximada de 180 toneladas. No entanto, alguns produtores já estão migrando para estruturas com capacidade de armazenagem maior, como 9x250 pés com capacidade aproximada de 260 toneladas e a 9x328 pés com capacidade aproximada de 300 toneladas. Uma outra novidade é o lançamento de uma bolsa de cor branca/branca desenvolvida para atender as regiões com maior insolação reduzindo a temperatura interna do grão aproximadamente em 20%.