Em seu discurso durante a abertura da Feira Nacional de Irrigação em Cafeicultura, a Fenicafé, o presidente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado (MG), Francisco Sérgio de Assis, destacou a importância da política para o setor.“Sem ela, não se consegue fazer nada. Temos que nivelar nossa política por cima”, disse, apontando para a mesa onde encontravam-se, entre outras autoridades, o vice-governador do estado de Minas Gerais, Antônio Andrade, e o deputado federal mineiro Silas Brasileiro, que também é presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), “gente que realmente trabalha para a nossa região”.
Assis enfatizou que a cadeia café precisa trabalhar junto: a produção, a exportação, a torrefação e a indústria do solúvel, “enquanto que o governo faz a sua parte, que é aprimorar a estatística do setor”. “Todo mundo reclama que as estatísticas da produção de café são um ‘achômetro’, e realmente elas são um ‘achômetro’”, assinalou Assis.
Segundo Assis, o governo de Minas Gerais está liberando entre R$ 4 a R$ 5 milhões para a realização de georreferenciamento do parque cafeeiro estadual. “É disso que nós estamos precisando”, saudou.
Assis lembrou que Minas Gerais é o maior estado produtor de café arábica do Brasil “e, por isso, nós temos que andar na frente. Vamos mostrar para o Brasil e para todos os outros estados que estamos na frente, não só na questão da qualidade, mas na precisão das estatísticas, que demonstrarão para o Brasil o quanto realmente nós produzimos. Só poderemos fazer uma política real de café quando soubermos o real tamanho que temos”.