Na equação do casal Sebastião e Verônica Dionísio, trabalho e produção de café são iguais a dois carros. Sebastião, de 58 anos, e Verônica, de 61, posam para a foto entre um Uno e um Siena. Abraçam o neto Carlos Eduardo, o Cadu, de 11 anos, que, pela primeira vez, visita o sítio dos avós no assentamento Itamarati II, em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai. Os veículos foram adquiridos à vista, com rendimentos de duas safras de café. A próxima compra, planejada para 2017, será de uma caminhonete.
Na propriedade de seis hectares, há, além do café (carro-chefe da produção do casal), diversas hortaliças, feijão, cana-de-açúcar, abóbora, maracujá, abacate, banana, graviola, seriguela, etc. A variedade de produção não é uma particularidade do sítio de Sebastião e Verônica. Em toda a Nova Itamarati (nome do distrito, criado em março do ano passado, onde estão os assentamentos Itamarati I e II), há diversidade considerável de culturas, embora a principal seja a soja.
“São 2,5 hectares e 5 mil covas. Cada cova tem dois ou três pés de café”, informa Sebastião. Quando iniciou a produção, em 2009, eram 1,8 mil covas. Trata-se de um crescimento de 177%. A colheita é, em geral, em junho e julho. É nessa época que o rendimento atinge o ponto alto do ano. “Mas nós nos organizamos. Como sei quanto vai render, mais ou menos, a safra, eu divido esse valor por mês. Aí dá pra ter uma ideia de quanto podemos gastar em cada mês”, afirma. Além do café, outras culturas, como a própria soja, ajudam na composição da renda do casal.