Processos de produção

Os processos de secagem e armazenagem dos nossos produtos são realizados utilizando a mais alta tecnologia, buscando segurança e eficiência das operações e qualidade dos produtos. Esse processo abrange as atividades desde o campo até o recebimento e armazenagem nas unidades da Arrozeira Banhado. O transporte do arroz e da soja até a unidade de armazenamento é realizado com o máximo de cuidado, a fim de preservar a qualidade dos grãos. Cada etapa do processo é inspecionada e ajustada para que se obtenha um produto de excelente qualidade.

Gado de corte de Aceguá - RS.

A criação do gado, com trabalho continuo em melhoramento genético a Arrozeira Banhado, busca somente animais com características de desempenho adequadas para maior produção de carcaça em um período menor de tempo de engorda a campo em pastagem de azevém trevo e cornichão.

Meio Ambiente

Nas áreas cultivadas pela Empresa, é feito o recolhimento de filtros de lubrificantes e de embalagens vazias de agrotóxicos para posterior envio a pontos de coletas. São utilizados tanques de combustível e rampas de lavagem com caixas de retenção de resíduos, para reduzir possíveis impactos negativos ao meio ambiente.

Estrutura Física

Arrozeira Banhado conta com uma moderna estrutura de secagem e armazenagem de arroz. Tem capacidade para estocar 45 mil toneladas de arroz em suas unidades. Recebendo 1.500 ton/dia.

Vises opostas sobre o fim da vacinao

O Paran concluiu h duas semanas o que pode ser a ltima campanha de vacinao contra a febre aftosa. O governo estadual vem agindo concretamente para pleitear junto Organizao Mundial de Sade Animal (OIE) a conquista do status de rea livre da doena sem vacinao, mas a medida ainda divide a opinio do setor. Os questionamentos vo desde o risco de reaparecimento da doena at o impacto econmico em feiras agropecurias. No contraponto, a conquista do reconhecimento internacional vista como ponte para a abertura de mercados maiores e mais rentveis protena paranaense. O setor tem se mobilizado por meio de audincias pblicas para colocar o tema em debate, visando sanar as principais dvidas e buscar consenso sobre a questo. Em meio a essas discusses o Agronegcio Gazeta do Povo rene dois pontos de vista diferentes que fazem ponderaes sobre a questo.

Aftosa: a hora agora para parar de vacinar
gide Meneguette, presidente da Federao da Agricultura do Estado do Paran (Faep)

O Paran, livre de febre aftosa sem vacinao, tambm a oportunidade de dizer ao mundo que somos um pas com um sistema sanitrio eficiente. Para chegar a esse estgio esto sendo respeitados os protocolos e normas internacionais, auditadas pelo Ministrio da Agricultura e pela Organizao Mundial de Sade Animal (OIE).

O estado est cumprindo a agenda e se adequando s exigncias, entre elas a nomeao dos tcnicos da Agencia de Defesa Agropecuria do Paran (Adapar) no ltimo dia 1, e a construo das barreiras nas divisas com os estados limtrofes.

Por si s, isso j seria suficiente para defender a suspenso da vacinao, considerando que o Paran pode se diferenciar ao oferecer ao mercado mundial, alm da segurana alimentar, um produto com qualidade e valor agregado, que se traduzir em lucro para o pecuarista.

Esse cenrio gera um efeito multiplicador com benefcios econmicos e sociais na suinocultura, avicultura, bovinocultura de leite e de corte com seus derivados contribuindo para o desenvolvimento do Estado. J esto confirmados investimentos das cooperativas paranaenses de R$ 1,5 bilho em novos frigorficos de sunos nos prximos cinco anos.

Um estudo sobre a retirada da vacinao da febre aftosa, realizado pela Universidade de Braslia, concluiu que no pior cenrio possvel a estratgia traz um retorno para a sociedade de mais de R$ 2 bilhes.

Na suinocultura, o Paran o terceiro maior produtor nacional de carne suna, a mais consumida no mundo, podendo atingir mercados como o Japo e a Coreia do Sul, em que a remunerao pode chegar a 40% a mais por tonelada na comparao com pases importadores menos exigentes.

So 30 mil produtores comerciais, nmero que chega a 135 mil, se somados os produtores ocasionais ou de consumo prprio. A suinocultura paranaense gera em torno 200 mil empregos diretos e 300 mil indiretos. So 22 frigorficos inscritos no Servio de Inspeo Federal e 55 frigorficos inscritos no Servio de Inspeo Estadual.

A avicultura gera receitas de US$ 2,36 bilhes. So 60 mil empregos diretos e 600 mil indiretos. Mais de 18 mil produtores integrados e 35 mil pequenos agricultores que fornecem insumos.

Na bovinocultura de leite, temos 118 mil produtores e 318 indstrias. O aumento da produo e a melhoria da qualidade em breve nos levar a um excedente de leite que poder abastecer o mercado internacional.

Independente de todos os benefcios citados, o Paran livre de febre aftosa sem vacinao atende ao plano de ao de 2011 a 2020 do Programa Hemisfrico de Erradicao da Febre Aftosa (PHEFA), que prev a Amrica do Sul livre da aftosa ao fim desse perodo.

Todos os estados sonham com essa possibilidade e esto trabalhando com esse objetivo. Entretanto nem todos renem as condies necessrias para atingi-lo nesse momento. A diferena que hoje o Paran rene essas condies.

importante ressaltar tambm que essa uma histria que vem de longe e culminou com o reconhecimento do Paran como rea livre de febre aftosa com vacinao na reunio da OIE, em maio do ano 2000.

No de hoje que estamos trabalhando para dar nossa pecuria ? bovina, suna e aves ? as condies indispensveis para garantir a sanidade de nosso produto, tanto no mercado domstico como no mercado externo. Sem dvida a erradicao um processo lento e progressivo, porm no devemos retroceder.

Uma medida com efeitos incertos
Moacir Sgarioni, presidente da Sociedade Rural do Paran (SRP)

A Sociedade Rural do Paran (SRP) vem discutindo o Paran como rea livre de aftosa sem Vacinao, desde 2012. J naquela poca, tnhamos a posio, a favor, desde que ocorresse de forma simultnea com os estados do Rio Grande do Sul, So Paulo e Mato Grosso do Sul

Nos ltimos meses, o governo do estado retomou as discusses sobre o assunto e a SRP ratificou a posio j aprovada em reunies com os associados. Durante a ExpoLondrina 2015 , ouvimos outras Sociedades Rurais, Associaes, Ncleos de Raas, Criadores, entidades representativas da indstria de carnes e elas concordam em manter o atual status de estado livre de aftosa com vacinao ou sem vacinao se for em bloco.

Todos se preocupam com o alto risco que podemos correr com o surgimento de focos da aftosa no Paran, dada a complexidade no controle das nossas fronteiras. Apesar de se admitir que o estado possa montar estrutura de fiscalizao em seus atuais 23 postos, a fim de coibir entradas de animais ou carne no- legalizada, nossas fronteiras so extensas. Podemos ficar vulnerveis e sujeitos ao risco de contaminao tambm atravs de outros veculos, como trnsito de pessoas e ou animais silvestres, que podem comprometer o status sanitrio, uma vez que, sem a vacinao, a defesa imunolgica dos animais fica reduzida.

O governo vai gastar milhes de reais anualmente para tentar controlar nossas barreiras. Questionamos se o alto custo que o Paran vai ter que investir para montar e manter a referida estrutura necessria para uma eficaz fiscalizao compensa possveis benefcios para algum segmento da carne, j que o estado reduziu seu apoio para as exposies agropecurias do Paran.

Em maio o Ministrio da Agricultura divulgou o relatrio de Monitoramento Sorolgico com a avaliao da eficincia da vacinao realizada em 2014 na zona livre da doena com vacinao. O relatrio mostrou que o Paran encontra-se com taxa inferior a 80% de imunidade, um ndice inadequado , principalmente em regies prximas das fronteiras.

Recebemos informaes de Santa Catarina de que o resultado econmico aos criadores de gado de corte no justificou o status livre de aftosa sem vacinao e fontes ouvidas afirmaram que existe suspeita de entrada de reprodutores bovinos ilegalmente no estado. A inseminao artificial no rebanho de corte no Brasil ainda no passou dos 10%, portanto 90% das matrizes dependem de reprodutores de alto valor gentico, muitas vezes produzidos em outros estados.

Pelo que temos conhecimento tambm, o Rio Grande do Sul j conquistou o mesmo status, mas recuou aps a doena reaparecer em 2002, na cidade de Jia. Falamos com destacados criadores, associaes e tcnicos a respeito, o que se confirmou.

Os efeitos comerciais desta mudana tambm so relativos. O Paran no autossuficiente em pecuria de corte e no vai ser. A nossa preocupao restringir o comrcio pensando s e exclusivamente na exportao. Um consultor de mercado internacional nos informou que o fato da Rssia ou outros pases estarem dando preferncia na compra de carnes suna do Brasil no momento, no garante mercado futuro, j que eles podero se tornar mais independentes de importaes e o Brasil no conquistar permanentemente esta garantia de mercado, de nenhuma carne.

Participamos de duas audincias pblicas na Assembleia Legislativa do estado e expusemos nossa posio e documentamos com o apoio de 26 entidades representativas do setor no estado. Nenhum segmento dever prosperar em detrimento de outros, com isto propomos a formao de um grupo de trabalho com entidades governamentais em conjunto com a iniciativa privada para melhor avaliar os prs e contras da mudana de status.

Gazeta do Povo (AgroGP)


Fonte: Agrolink

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