Luanda - O presidente da Associação dos Agricultores de Luanda, Mitó da Silva, afirmou hoje, segunda-feira, que a província possuiu vários hectares de terra fértil para a prática da agricultura comercial.
Em declarações à Angop, Mitó da Silva referiu que os agricultores e camponeses de Luanda precisam de praticar uma agricultura mecanizada, pois Luanda tem um solo que possibilita o cultivo de qualquer produto, deixando de praticar a agricultura de subsistência.
“Nós solicitamos ao Executivo facilidade no acesso ao crédito para aquisição de máquinas, tractores, alfaias e charruas, para começarmos a praticar a agricultura mecanizada”, disse.
Acrescentou ainda que a agricultura de subsistência que os camponeses associados praticam actualmente na província de Luanda acarreta elevados custos de produção, muitas vezes não a altura dos agrários.
O responsável fez saber que em 2014 foram colhidas na província de Luanda mais de 700 toneladas de hortícolas, 1.700 de cereais e leguminosas (feijão macunde e catarino), bem como criadas mais três mil cabeças de gado bovino, 15 mil de caprino e entre outros.
Mitó da Silva elogiou o programa do Executivo Angola Investe que permitiu o crescimento de muitos agricultores, assim como o sector da avicultura, mas sugeriu a construção de uma fábrica de ração em Luanda, para apoiar os mais de cem aviários.
Segundo o responsável, os avicultores têm dificuldades no escoamento dos ovos para o mercado formal e como saída vendem-nos nos mercados informais.
Quanto a política de aquisição dos instrumentos de trabalho, sementes, adubos, motobombas, mangueiras, entre outros, disse que os camponeses beneficiam do auxílio do Instituto de Desenvolvimento Agrário, a nível nacional, e das Estações de Desenvolvimento agrário localizadas em alguns municípios.
“Estas duas instituições capacitam os camponeses e agricultores inscritos que geralmente beneficiam de créditos bonificados para algum material agrícola, excepto tractores, na medida em que um agricultor com dois hectares não tem poder financeiro para comprar um destes meios”, esclareceu.
Com a chuva que se regista em Luanda, disse o presidente da associação, os camponeses e agricultores de Luanda perderam os alfobres das hortaliças, situação que vai obriga-los a criar novos alfobres agora em Abril até Maio para que possam ter colheita possível nos meses de Julho a Agosto.
Angola PressFonte:
Agrolink