Gado de corte de Aceguá - RS.

A criação do gado, com trabalho continuo em melhoramento genético a Arrozeira Banhado, busca somente animais com características de desempenho adequadas para maior produção de carcaça em um período menor de tempo de engorda a campo em pastagem de azevém trevo e cornichão.

Processos de produção

Os processos de secagem e armazenagem dos nossos produtos são realizados utilizando a mais alta tecnologia, buscando segurança e eficiência das operações e qualidade dos produtos. Esse processo abrange as atividades desde o campo até o recebimento e armazenagem nas unidades da Arrozeira Banhado. O transporte do arroz e da soja até a unidade de armazenamento é realizado com o máximo de cuidado, a fim de preservar a qualidade dos grãos. Cada etapa do processo é inspecionada e ajustada para que se obtenha um produto de excelente qualidade.

Estrutura Física

Arrozeira Banhado conta com uma moderna estrutura de secagem e armazenagem de arroz. Tem capacidade para estocar 45 mil toneladas de arroz em suas unidades. Recebendo 1.500 ton/dia.

Meio Ambiente

Nas áreas cultivadas pela Empresa, é feito o recolhimento de filtros de lubrificantes e de embalagens vazias de agrotóxicos para posterior envio a pontos de coletas. São utilizados tanques de combustível e rampas de lavagem com caixas de retenção de resíduos, para reduzir possíveis impactos negativos ao meio ambiente.

Mais soja e milho para árabes

Exportação brasileira de milho ao mercado árabe cresceu quarenta vezes em dez anos e de soja avançou 214%. Grãos, no entanto, não estão no topo da lista de produtos embarcados.

Isaura Daniel

São Paulo – Apesar de o Brasil ser um dos grandes produtores e fornecedores mundiais de grãos, os produtos não estão no topo da lista de produtos exportados para o mercado árabe. A soja representou apenas 3% da receita total obtida pelo País com vendas à região no ano passado e o milho, 5,5%. Especialistas explicam os volumes principalmente pelo perfil das nações árabes, que não têm indústria de grande escala para transformação de grãos, e pela demanda que vem de outras regiões do mundo em crescimento acelerado, como a Ásia.

“A exportação para os árabes cresceu, mas o mercado não é tão grande e não cresce tanto quanto o asiático”, afirma o sócio da Barral M Jorge Consultoria e ex-secretário de comércio exterior do Brasil, Welber Barral. Carnes, açúcar e minério ocupavam os primeiros lugares no ranking de exportações do Brasil para os árabes em 2004 e continuavam no pódio no ano passado, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) compilados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira.

Mas as vendas de grãos vêm crescendo. No caso do milho, as exportações brasileiras para os árabes passaram de 100 mil toneladas há dez anos para quatro milhões de toneladas em 2014. O salto foi de quarenta vezes. As vendas de soja saíram de 245 mil toneladas para 770 mil toneladas no mesmo período, com crescimento acumulado de 214%. A exportação de milho esteve maior em 2013, nestes dez anos, e as de soja teve o maior volume em 2014 mesmo.

No caso do milho, houve um grande salto nas vendas brasileiras para o mercado árabe em 2008, 2009 e 2010, logo depois que os Estados Unidos anunciaram o incentivo à produção de etanol a partir da commodity. O número de países árabes compradores do produto brasileiro saiu de dois em 2007 para onze em 2008. No ano passado eram 13 as nações compradores, com Egito e Arábia Saudita respondendo pela metade das importações.

“O grande produtor mundial de milho é Estados Unidos. Esse incremento se deve à substituição. Os Estados Unidos usaram o milho para fazer etanol, houve quebra de safra”, lembra o diretor geral da Câmara Árabe, Michel Alaby. Também ocorreu um aumento grande em 2012, ano de forte quebra da safra norte-americana de grãos, e no ano seguinte, em 2013. No ano passado, as exportações recuaram.

O diretor de Desenvolvimento de Negócios da Cerealpar, Steve Cachia, aponta outros motivos para o maior fornecimento do milho brasileiro aos árabes. “O crescimento foi grande, mostra que a demanda cresceu lá e que o mercado se abriu muito para os brasileiros”, diz. Diferente da soja, o beneficiamento do milho para consumo animal não exige uma estrutura industrial, não é tão complexo, segundo ele. Mas Alaby acredita que o milho enviado para o Brasil seja usado, no mundo árabe, principalmente pela indústria de alimentação humana.

E a soja?

As exportações de soja do Brasil para o mercado árabe também avançaram, mas o volume enviado no ano passado, 770 mil toneladas, é só um quinto do milho embarcado. “Para importar a soja é preciso ter uma indústria esmagadora”, afirma Cachia. Ele acredita que a demanda, no mundo árabe, é maior para produtos derivados da soja como o farelo e o óleo. Algo similar afirma Barral: “Eles compram soja já beneficiada.”

De fato, diante do total que o Brasil embarcou em soja para o mundo no ano passado, 46 milhões de toneladas, a quantidade vendida aos árabes foi pequena. “O grande mercado é a Ásia, as vendas de soja para a Ásia cresceram quatro vezes de 2001 a 2010 por causa do aumento vertiginoso da demanda”, afirma o sócio da Barral M Jorge Consultoria.

Mas houve um bom avanço nas exportações do grão. E a pesquisadora científica do Instituto de Economia Agrícola (IEA), Marisa Zeferino Barbosa, acredita que esse aumento decorra da demanda agregada. "Em resposta a um crescimento no consumo do grão para a fabricação de rações. Assim, a demanda por soja é relacionada ao aumento do consumo de carnes nos países importadores, posto que o farelo é importante ingrediente na composição da alimentação animal", diz.

As compras de soja brasileira, no mundo árabe, eram feitas principalmente por Emirados e Marrocos em 2004. Os dois seguiram na liderança até 2006. O Marrocos se manteve como um grande comprador, entre os árabes, até 2009, mas a Arábia Saudita e o Egito foram os grandes responsáveis pelo aumento das exportações brasileiras nos últimos anos.

Grandes players

Os especialistas afirmam que o mercado de grãos como soja e milho é dominado por grandes multinacionais. “Não depende de promoção comercial, marca, quem define esse comércio são as grandes tradings. Se por questões de logística, atrasou a produção daqui, manda de outro lugar”, afirma Barral. “São grandes players, como no caso do açúcar”, diz Alaby.

Cachia acredita que há potencial para aumentar as exportações de soja e milho do Brasil com a exploração de um nicho de menores volumes, no que a Cerealpar vem trabalhando. São exportações que podem ser feitas, por exemplo, diretamente para pequenas fábricas de rações (milho) em navio que não vá carregado todo com a mesma mercadoria, mas que pode levar para a região desde soja e milho até máquinas. Segundo ele, hoje há logística de comércio exterior para isso.

ANBA - Agência de Notícias Brasil - Árabe


Fonte: Agrolink

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