O assunto foi debatido por clientes e técnicos da Novanis Nutrição Animal durante a Expocorte 2015, realizada em Cuiabá
Com a estação da seca chegando, os pecuaristas mato-grossenses já se preparam para manter a lucratividade no período. O setor vive um bom momento com o preço da arroba girando em média R$ 120, desde o ano passado, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Neste cenário, os investimentos em tecnologia e nutrição animal são essenciais para garantir os ganhos durante a estiagem -- em que a baixa oferta pode significar aumento de até 5% no valor da arroba. O assunto foi debatido por clientes e técnicos da Novanis Nutrição Animal durante a Expocorte 2015, realizada em Cuiabá.
O diretor da Novanis, Arlindo Vilela, explica que muito mais do que se preparar pontualmente para o período da seca, o produtor precisa traçar uma estratégia para todo o ciclo, desde a cria, passando pela recria até a engorda.
“A seca a gente sabe que tem todo ano, a estratégica é muito mais definir qual tipo de intensificação será utilizado durante o ciclo. Isso vai da reposição do plantel à terminação e aí entra a suplementação e alimentação do gado”, explica Vilela.
O fato de Mato Grosso ser o maior produtor de grãos do país também contribui. O estado deve colher na safra 2014/2015 aproximadamente 43 milhões de toneladas (sendo 28 milhões/t de soja e 15 milhões/t de milho), o que significa grande oferta de matéria-prima para a alimentação do gado.
“Além disso, outras características favorecem o produtor de Mato Grosso já que o estado tem um período de seca delimitado e um clima tropical; fatores que junto com uma tecnologia adaptada à nossa realidade eleva a capacidade de produção”, elenca Vilela.
O gerente técnico comercial, Eduardo Catuta, pontua que o bom manejo da pastagem, aliada à suplementação planejada consegue produzir uma arroba na fase de terminação com um custo na faixa de R$ 60 a R$ 80 -- que é comercializada por até R$ 130.
“Nota-se que é possível produzir a um custo menor com ganho expressivo. Hoje a intensificação mais utilizada é o semi-confinamento, que é a engorda intensiva no pasto, alinhada à suplementação, o que possibilita uma grande eficiência”, disse Catuta.
“O semi-confinamento possibilita uma flexibilidade muito grande, pois permite utilização de grão com a pastagem adubada, o que melhora a eficiência da recria”, explica o gerente técnico e comercial, Neimar Urzedo.
O pecuarista Leone Furlanetto, da Fazenda São Marcelo, localizada em Tangará da Serra, utiliza o pastejo rotacionado na recria, que possibilita períodos de alimentação intensiva e outros de descanso do animal. A terminação é feita em confinamento.
“Em 2010, o gado era enviado para abate entre 25 e 36 meses, hoje já conseguimos reduzir para 24 meses. Nesta pecuária moderna, de ciclo curto, conseguimos dentro da mesma área produzir mais e utilizar produtos com respaldo técnico é essencial para estes resultados”, afirma Furlanetto.
O produtor Luiz Zacharias Schneider, de Cuiabá, também envia o gado para abate com 24 meses, utilizando pasto adubado na fase da cria e recria e semi-confinamento na terminação. “Com planejamento e aplicando bons produtos neste processo conseguimos aumentar o peso final de carcaça por animal de 16 arrobas para 20 arrobas.
A Novanis é uma empresa especializada em nutrição e suplementação animal, com linhas para cria, recria, engorda, mineral, núcleos e concentrados, entre outras. No mercado há 15 anos está presente em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Pará e Tocantins. Visite o site www.novanis.com.br.
Midia NewsFonte:
Agrolink