Gado de corte de Aceguá - RS.

A criação do gado, com trabalho continuo em melhoramento genético a Arrozeira Banhado, busca somente animais com características de desempenho adequadas para maior produção de carcaça em um período menor de tempo de engorda a campo em pastagem de azevém trevo e cornichão.

Processos de produção

Os processos de secagem e armazenagem dos nossos produtos são realizados utilizando a mais alta tecnologia, buscando segurança e eficiência das operações e qualidade dos produtos. Esse processo abrange as atividades desde o campo até o recebimento e armazenagem nas unidades da Arrozeira Banhado. O transporte do arroz e da soja até a unidade de armazenamento é realizado com o máximo de cuidado, a fim de preservar a qualidade dos grãos. Cada etapa do processo é inspecionada e ajustada para que se obtenha um produto de excelente qualidade.

Meio Ambiente

Nas áreas cultivadas pela Empresa, é feito o recolhimento de filtros de lubrificantes e de embalagens vazias de agrotóxicos para posterior envio a pontos de coletas. São utilizados tanques de combustível e rampas de lavagem com caixas de retenção de resíduos, para reduzir possíveis impactos negativos ao meio ambiente.

Estrutura Física

Arrozeira Banhado conta com uma moderna estrutura de secagem e armazenagem de arroz. Tem capacidade para estocar 45 mil toneladas de arroz em suas unidades. Recebendo 1.500 ton/dia.

Feijão ganha status de soja no PR

Com redução de área e produção, alimento está valorizado nas lavouras e nas gôndolas dos supermercados do estado

Juliana Vitulskis, especial para a Gazeta do Povo

Item essencial na cesta básica brasileira, o feijão está valorizado desde setembro, tanto nas gôndolas dos supermercados como nas lavouras do Paraná. O alimento que não pode faltar na mesa do trabalhador perdeu espaço para o milho e, principalmente, para soja na safra de verão. De acordo com dados da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a redução da área é de 18%, para 223 mil hectares, gerando 332 mil toneladas, queda de 17% em relação ao mesmo período do ano passado. Com menor oferta, os preços saltaram.

“Os produtores paranaenses mais tecnificados preferiram a soja em vez do feijão este ano. O produto oferece maior rentabilidade”, explica o engenheiro agrônomo Carlos Alberto Salvador, da Seab.

Com relativa escassez no mercado, o feijão de cor, mais conhecido como carioquinha, teve o maior aumento de preço no campo. Nos últimos cinco meses, o valor recebido pelo produtor cresceu quase 170%. A saca de 60 quilos que custava R$ 53 em setembro do ano passado bateu na casa dos R$ 143 no mês passado. Na comparação com janeiro de 2014, o preço subiu 88%.

“Não temos como prever até quando os preços vão continuar em alta, mas no momento temos pouca oferta e os preços devem subir ainda mais”, avalia Salvador.

No Brasil, a área da safra de feijão reduziu 9% e a produção 10%. Com a estiagem em São Paulo, Minas Gerais e Goiás, a produtividade nacional caiu cerca de 30%. Para o presidente do Instituto Brasileiro do Feijão (Ibrafe), Marcelo Eduardo Lüders, os problemas de abastecimento beneficiaram o Paraná, maior produtor nacional do grão.

“Em 25 anos de mercado, nunca vi um ano tão ruim em abastecimento no país, mas tão bom em oportunidades no Paraná. A previsão é de que as chuvas continuem regulares no estado, que poderia investir mais para exportar para todo o país”, analisa Lüders.

Diante de um cenário promissor, quem não apostou no feijão lamenta o bom momento. O produtor Irapuã Kiel geralmente dedica uma parcela de terra, mesmo que pequena, para o alimento. Porém, com o histórico recente de baixa nos preços, acabou plantando só soja nos 968 hectares da sua propriedade em Castro, nos Campos Gerais.

“É sempre assim, os preços reagem quando não tem feijão no mercado”, diz Kiel, que irá dedicar 64 hectares para a cultura na safra de inverno. “Eu estou terminando de plantar. Agora é saber qual será o preço no futuro”, ressalta.

Consumidor também sentiu reajuste no bolso

Com os preços em alta no campo, o consumidor também sente os reflexos no bolso. O valor do quilo do feijão de cor em janeiro chegou a R$ 3,93 o quilo nas gôndolas dos supermercados do Paraná, 75% a mais em relação a setembro de 2014 (R$ 2,99 o quilo). O tipo preto, que já seguia valorizado nos últimos meses, reajustou 11% entre setembro de 2014 (R$ 3,33 Kg) e o mês passado (R$ 3,75 Kg).

“Embora o preço esteja mais alto, o consumo do feijão não diminui. Um quilo rende em média doze refeições. Ou seja, mesmo com a alta continua acessível”, comenta o presidente do Instituto Brasileiro do Feijão (Ibrafe), Marcelo Eduardo Lüders.

Apesar de o feijão carioquinha ser o mais produzido e consumido no país, Lüders defende a maior diversificação para evitar perdas. “O problema é que quando sobra este tipo de feijão, não temos para quem exportar. E quando falta, também não temos de quem importar, porque só nós produzimos exclusivamente para o mercado interno brasileiro”. Hoje, 60% do feijão produzido no Brasil são carioca, seguido pelo de corda (18%) e o preto (15%).

Preço dos hortifrutis segue estável com ajuda do clima

De maneira geral, o preço dos hortifrutigranjeiros continua estável. Isso porque o Paraná está em plena produção nos cinturões verdes das Regiões Metropolitanas das principais cidades. A boa safra, que contou com bom clima, possibilita inclusive que o estado exporte para regiões que sofrem com a estiagem.

O coordenador estadual de Olericultura do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Iniberto Hamer Schmidt, diz que houve pequeno aumento nos preços em janeiro em relação ao mesmo período do ano passado em alguns produtos. “Os preços subiram no litoral do Paraná, devido à seca e à temporada de verão. Mas com o retorno das chuvas, os preços já normalizaram.”

A batata é um dos poucos produtos que apresentou valorização. O quilo do alimento aumentou 45% de dezembro para janeiro, saltando de R$ 2,60 para R$ 3,79 em função da safra está terminando no estado, maior produtor nacional de batata com 800 mil toneladas. “Além disso, exportamos a batata para São Paulo e Rio de Janeiro, que com a estiagem compraram mais”, diz Schmidt.

Gazeta do Povo (AgroGP)


Fonte: Agrolink

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