Reaberto no final do mês de novembro, o Laboratório de Fitopatologia do Sindicato Rural (SR) de Rio Verde já recebeu, aproximadamente, 1.200 amostras de soja para análise quanto a existência de ferrugem asiática. Desta, quatro deram positivo para a doença, o que deixou produtores do sudoeste goiano em Estado de alerta. Além de diagnosticar a ferrugem asiática, o laboratório também vai atualizar o banco de dados do Consócio Antiferrugem, uma parceria público-privada que reúne pesquisadores de diferentes áreas de conhecimento em soja e que têm o papel de captar demandas por informações junto à pesquisa.
Segundo a engenheira agrônoma Maria Luiza Alves, uma das responsáveis pelas análises, os produtores iniciaram o mês de dezembro cautelosos e com medo da doença, por isso o número de amostras foi grande, até porque o clima estava bem propício ao aparecimento da ferrugem asiática. Já o engenheiro agrônomo e diretor do SRRV, Antônio Carlos Bernardes, explica que cada amostra deve conter, em média, 12 folhas e o produtor deve informar dados importantes. “É preciso trazer as amostras identificadas comm as seguintes informações: cultivar, data do plantio, estágio de desenvolvimento da lavoura, área plantada, localização da propriedade e telefones de contato.”
De acordo com o professor fitopatologista e também coordenador do laboratório Hércules Campos, o produtor não precisa levar a amostra somente em casos de suspeita. “O laboratório serve para monitorar a lavoura, portanto, ele pode utilizar o serviço quando quiser e lembrar que o diagnóstico correto de qual doença afeta a lavoura ajuda a o produtor a escolher o melhor tratamento, e assim diminuir os riscos de perdas”, afirma Campos.
Diário da ManhãFonte:
Agrolink