Miguel Rossetto, titular do Desenvolvimento Agrário, participou de audiência pública na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira
PEDRO GARCIA, especial de Brasília
Embora tenha classificado como "graves" as denúncias de supostos desvios de recursos do Programa Nacional de Desenvolvimento da Agricultura Familiar (Pronaf) no Vale do Rio Pardo, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, declarou nesta quarta-feira, 12, que o governo federal já tomou "todas as iniciativas de sua alçada" a respeito do assunto. Rossetto admitiu a possibilidade de os desvios terem ocorrido, mas alegou que se tratam de problemas "localizados".
Rossetto participou de audiência pública na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, em Brasília, cujo tema principal foi justamente a Operação Colono, da Polícia Federal, que apura se a Associação Santa-Cruzense de Pequenos Agricultores Camponeses (Aspac) fraudou financiamentos do Pronaf a agricultores da região.
Em sua fala, o ministro fez uma defesa do sistema de controle do Pronaf e lembrou que, após virem à tona as denúncias envolvendo o Vale do Rio Pardo, a Aspac foi descredenciada e não pode mais atuar como intermediária na concessão de financiamentos. Disse ainda que o órgão está analisando as habilitações emitidas pela Aspac para que produtores possam acessar os créditos do programa. Alegou, entretanto, que o governo está adotando uma "postura de cautela". "O programa possui um acompanhamento rigoroso e todos os órgãos estão se dedicando para apurar as denúncias", falou.
A audiência durou cerca de quatro horas e contou com a presença de vários deputados e ampla cobertura da imprensa nacional. Parlamentares de oposição cobraram do governo providências mais efetivas em relação às denúncias, como afastamento de servidores do ministério e extinção da prerrogativa para que produtores que façam empréstimos repassem os recursos para contas de terceiros.
Gazeta do SulFonte:
Agrolink