Meio Ambiente

Nas áreas cultivadas pela Empresa, é feito o recolhimento de filtros de lubrificantes e de embalagens vazias de agrotóxicos para posterior envio a pontos de coletas. São utilizados tanques de combustível e rampas de lavagem com caixas de retenção de resíduos, para reduzir possíveis impactos negativos ao meio ambiente.

Processos de produção

Os processos de secagem e armazenagem dos nossos produtos são realizados utilizando a mais alta tecnologia, buscando segurança e eficiência das operações e qualidade dos produtos. Esse processo abrange as atividades desde o campo até o recebimento e armazenagem nas unidades da Arrozeira Banhado. O transporte do arroz e da soja até a unidade de armazenamento é realizado com o máximo de cuidado, a fim de preservar a qualidade dos grãos. Cada etapa do processo é inspecionada e ajustada para que se obtenha um produto de excelente qualidade.

Estrutura Física

Arrozeira Banhado conta com uma moderna estrutura de secagem e armazenagem de arroz. Tem capacidade para estocar 45 mil toneladas de arroz em suas unidades. Recebendo 1.500 ton/dia.

Gado de corte de Aceguá - RS.

A criação do gado, com trabalho continuo em melhoramento genético a Arrozeira Banhado, busca somente animais com características de desempenho adequadas para maior produção de carcaça em um período menor de tempo de engorda a campo em pastagem de azevém trevo e cornichão.

Fragilidade na base da cadeia do frango

Produtores reivindicam remuneração que garanta margem para investimentos nas granjas. Indústria argumenta privilegiar equilíbrio

Igor Castanho, enviado especial

Se pelo lado da indústria o mercado avícola evolui com equilíbrio — com perspectiva de crescimento médio de 3% a 5% nos próximos anos –, do ponto de vista dos avicultores, que são a base da cadeia da carne de frango, ainda falta sustentabilidade econômica.

O atual modelo de remuneração pela matéria-prima (baseado no ganho de peso e qualidade das aves) é questionado pelos avicultores, que se organizam em entidades para obter poder de barganha. As empresas aceitam o diálogo, mas argumentam que não há margem para grandes alterações no sistema.

O embate é latente em regiões que concentram a produção, como o Sudoeste paranaense e o Oeste catarinense, conferiu a Expedição Avicultura 2014 em roteiro de 1,5 mil quilômetros cumprido na última semana.

Estudos técnicos confirmam desequilíbrio na cadeia produtiva. A Federação de Agricultura do Paraná (Faep) mostra que, mesmo utilizando tecnologia de ponta, a atividade pode ser deficitária. O resultado são produtores sem margem para investimentos.

O espaço de negociação entre avicultores e indústria vem sendo demarcado há pelo menos 20 anos. A Associação e Cooperativa dos Avicultores do Sudoeste do Paraná, fundada em 1990 em Dois Vizinhos (PR), hoje reúne 464 associados de 21 municípios. Pesquisa custos de produção e negocia compra de equipamentos para granjas. Para compartilhar informações que buscam o fortalecimento do produtor familiar, usa ainda um programa de rádio, conta o presidente da entidade, Amarildo Brustolin.

Entretanto, o principal impasse está na fórmula de remuneração pela produção. O sistema leva em conta o consumo de ração das aves e o ganho de peso (quanto menos alimento for utilizado para a engorda melhor) e avalia a qualidade dos animais, a partir da presença de calos nas patas ou penas encravadas. Há outros critérios não revelados pela indústria “por questões estratégias” que alimentam as discussões. “O sistema precisa ser mais aberto. No modelo atual, a renda do produtor é imprevisível”, pontua Brustolin.

A situação se repete em Santa Catarina. Lá o campo é representado pelo Sindicato Patronal dos Criadores de Aves, também fundado em 1990. Conforme o atual presidente, Valdemar Kovaleski, a dificuldade do avicultor em investir na granja é agravada pelo modelo de remuneração. “A renda ainda não atende à necessidade de investimento”, argumenta.

O avanço é decisivo para garantir o futuro da atividade em granjas como a do produtor Loacir Tormen, de Chapecó (Oeste de SC). Em uma área de aproximadamente 25 hectares ele possui dois aviários, produz leite e cultiva grãos. Na atividade desde 1976, ele aponta que a renda obtida com a produção de 25 mil frangos por lote não é suficiente para modernizar a estrutura atual ou construir novos aviários. “O custo é muito alto e acaba não sobrando muito para investir”, revela. Sem sobras, o produtor acaba se tornando dependente de financiamentos.

Indústria

Modelo garante estabilidade

A indústria avícola argumenta que o atual modelo de remuneração dá estabilidade a toda a cadeia produtiva. Teria amortecido o impacto da crise de 2012, provocada por custos recordes, entre os avicultores.

“A empresa não quer prejudicar o produtor, pois ficaria sem matéria-prima. É preciso dosar os pagamentos para manter a operação”, aponta gerente de Fomento da Frangos Pioneiro, Rhoger Henrique dos Santos. Como a empresa também possui aviários, acompanha a realidade do produtor de perto, frisa.

Pela forte concorrência, a política de pagamentos assume papel estratégico, reforça o presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Paraná (Sindiavipar), Domingos Martins. “É meritocracia pura. Não há como fidelizar o produtor sem remuneração competitiva. Nossa política é a do ganha-ganha.”

Os argumentos são aceitos no campo, mas não encerram a questão. “Há essa segurança, mas a renda sempre acaba ficando no limite, muito próxima do custo”, aponta Amarildo Brustolin, da Associação e Cooperativa dos Avicultores do Sudoeste do Paraná.

Gazeta do Povo (AgroGP)


Fonte: Agrolink

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