O melhoramento de plantas foi o tema do primeiro Workshop sobre Melhoramento Vegetal para o Cerrado Brasileiro com foco em soja, cana-de-açúcar, milho e forrageiras, realizado na semana passada, de 13 a 15 de maio, na UFGD, Dourados, MS.
Um dos palestrantes o professor Magno Antonio Patto Ramalho Expansão das fronteiras agrícolas debatido em workshop sobre melhoramento de plantas
Foram debatidos assuntos como “Melhoramento de forrageiras tropicais”, “Biologia molecular no melhoramento de plantas forrageiras”, “Programa de melhoramento genético da cana-de-açúcar” e “Uso de novas tecnologias na obtenção de milho safrinha mais competitivo”.
O melhorista – neste caso, o pesquisador que trabalha com melhoramento genético de plantas – tem entre seus objetivos obter cultivares que tenham alta qualidade e performance, que sejam plenamente adaptadas a determinados ambientes, e resistentes ao estresse ambiental, às doenças e às pragas.
A coordenadora do evento e pesquisadora da UFGD, Liliam Silvia Candido, que esse evento foi o pontapé inicial para mais encontros e discussões para Mato Grosso do Sul. “Sempre existiu a necessidade de um evento como este para discutir as cultivares mais adaptadas e mais produtivas e também para formação de novos melhoristas”, lembrando que durante os três dias de evento estiveram presentes também estudantes, de graduação e pós-graduação, além dos professores e pesquisadores da área.
“Mato Grosso do Sul tem aptidão natural para pecuária e agricultura. E o trabalho dos melhoristas contribuem de maneia efetiva para agropecuária nacional”, enfatizou Liliam. “No prato dos brasileiros há uma boa pitada dos trabalhos dos melhoristas”, completou o chefe geral da Embrapa Agropecuária Oeste, Guilherme Lafourcade Asmus. “Temos confiança no trabalho de todos para atender a demanda futura da sociedade moderna por mais alimentos e com qualidade”, afirmou Asmus.
Maurício Koji Saito, presidente da Aprosoja MS, lembra que os resultados de pesquisa de diversas instituições levaram ao incremento de 125% na produção de milho nos últimos cinco anos no Estado. “Eventos como este dão oportunidade de utilizarmos esse conhecimento da pesquisa e fazer chegar até o produtor rural e à mesa dos brasileiros”, destacou Saito.
Representando o reitor da UFGD, Luiz Carlos Ferreira, diretor da Faculdade de Ciências Agrárias da Universidade, disse que os avanços na agropecuária para o Cerrado teve e ainda tem influência na agropecuária mundial. “E tenho certeza que podemos avançar mais”.
Um dos palestrantes, o professor Magno Antonio Patto Ramalho, da UFLA (Lavras, MG), ressaltou que o trabalho dos melhoristas ao longo dos últimos 40 anos é surpreendente: “É mais fácil produzir em climas temperados. O inverno é o melhor clima que um melhorista pode encontrar. Mas em áreas quentes, os patógenos e as pragas encontram condições adequadas para se desenvolver. E o Brasil, com seus trabalhos de pesquisa fez e faz um trabalho formidável: a agricultura tropical sob condições de estresse”, relatou.
Neste sentido, Ramalho ressalta que o desafio atual para os melhoristas é trabalhar em condições de estresses de ambiente, como fertilidade baixa e temperaturas variáveis.
Outro aspecto levantado por Ramalho é que, mesmo com as intempéries, a agricultura brasileira cresce, em média, 4% ano, enquanto a americana cerca de 2%. “Isso mostra que temos tecnologia, e que está tecnologia chega até os produtores. Hoje, precisamos de jovens também persistentes e que queiram contribuir com o futuro da sociedade”, concluiu.
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