Em assembleia, cooperados aprovaram as sobras de 2013 no valor de R$ 519,7 milhões, que serão distribuídas a partir de segunda-feira
A combinação de safra recorde de verão associada a bons preços fez com que a Coamo Agroindustrial Cooperativa atingisse, mais uma vez, recorde nas receitas globais e também recebimento de produtos agrícolas no ano passado. Na tarde desta sexta-feira (14), centenas de cooperados aprovaram, na 44ª Assembleia Geral Ordinária (AGO), realizada em Campo Mourão, o balanço do exercício de 2013, que fechou com receitas globais de R$ 8,1 bilhões, um crescimento de 14,3% em relação ao período anterior.
Durante a assembleia, os associados aprovaram também as sobras do exercício no valor de R$ 519,7 milhões, alta de 15,1%, que serão distribuídas a partir de segunda-feira. Cada cooperado recebe na proporção da sua movimentação com a Coamo no abastecimento dos insumos e na entrega da produção.
Os números de recebimento da cooperativa - a maior da América Latina com 116 unidades distribuídas pelos estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul – também demonstram o poder da produção do País no ano passado. Foram captados um total de 6,80 milhões de toneladas de produtos agrícolas, correspondendo a 3,6% da produção nacional de grãos e fibras. A capacidade estática de armazenagem da cooperativa é de 4,58 milhões de toneladas a granel e 880,27 mil toneladas de ensacado.
"Foi um ano muito bom. Tivemos crescimento no faturamento, com um maior fornecimento de insumos, nas sobras aos cooperados e também no recebimento das commodities. Apesar do pico de preço da soja ter sido maior em 2012, no ano passado tivemos uma média melhor, na casa dos R$ 70 a saca", explica o presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini.
Já as exportações de produtos agrícolas industrializados e in natura atingiram 2,56 milhões de toneladas e o montante de US$ 1,21 bilhão, que colocou a Coamo na 33ª posição entre as maiores empresas exportadoras do Brasil e a primeira do agronegócio paranaense. As exportações foram realizadas através de terminal portuário próprio e de terceiros no Porto de Paranaguá e pelos Portos de São Francisco do Sul, em Santa Catarina, e Rio Grande no Rio Grande do Sul.
"Ano passado foi tumultuado e enfrentamos uma fila de 117 navios no Porto de Paranaguá e atraso de 90 dias. Neste ano, há uma portaria em decreto que exige que só possa atracar quem está com carga completa. Até agora, está correndo tudo bem", relata Galassini.
Em relação aos investimentos de 2013, a cooperativa atingiu o valor de R$ 318,8 milhões, com as inaugurações do entreposto de Dourados e dos postos de recebimento em Cruzmaltina e Goioxim, além das modernizações e ampliações nas unidades de Araruna, Peabiru, Brasilândia do Sul, Janiópolis e Boa Ventura, e o início das obras do Moinho de Trigo, que devem ser finalizadas no final desse ano. "Temos o valor de R$ 465 milhões para ser utilizado até o final de 2015. O ‘grosso’ dos investimentos já está sendo feito neste momento."
Industrialização
O Parque Industrial - composto por duas indústrias de esmagamento de soja, refinaria e envase de óleo de soja, fábrica de gordura vegetal e margarina, moinho de trigo, torrefação e moagem de café e duas fiações de algodão – industrializou, em 2013, volumes da ordem de 1,53 milhão de toneladas de soja, 58,77 mil toneladas de trigo, 2,86 mil toneladas de café beneficiado e 10 mil toneladas de algodão em pluma.
Na área social, a cooperativa promoveu 1.477 eventos nas áreas técnica, educacional e social, com o envolvimento de mais de 49 mil participantes. A Coamo encerrou o ano com 26.276 associados, atendidos por 6.452 funcionários efetivos, sem contar os colaboradores temporários e terceirizados. Com relação à geração de impostos, taxas e recolhimentos, a cooperativa registrou o montante de R$ 269,25 milhões.
Victor Lopes
Folha WebFonte:
Agrolink