por Leonardo Gottems
Tem sido marcada por fortes críticas ao governo Cristina Kirchner a 127º Feira Rural de Palermo (Buenos Aires) – a maior da Argentina. “O mundo ofereceu oportunidades extraordinarias, Senhora Presidenta. A enorme quantidade de divisas que o campo produziu em todos estes anos foi dilapidada pelo seu governo, que desperdiçou essas oportunidades com subsídios, politicagem barata, práticas populistas, corrupção e propaganda”, disse Luis Miguel Etchevehere, presidente da Sociedade Rural Argentina, na abertura do evento.
Para o dirigente, “a realidade é muito diferente dos anúncios oficiais, que pretendem sustentar um modelo falido com crescente corrupção e ineficiência. É por isso que eles mentem”. “Estamos sem gado e sem mercado. Perdemos 10 milhões de cabeças. Também é responsabilidade deste governo o fato de estarmos pensando em importar trigo”, acusou Etchevehere.
O presidente da Sociedad Rural Argentina comparou o fato de a América Latina ter multiplicado seu nível de atração de investimentos internacionais na última década, enquanto a Argentina sofreu evasão recorde de US$ 85 milhões na Era Kirchner. “Ficamos sem infraestrutura, sem reservas de gás e petróleo. Destruiu-se o INDEC, para que não houvesse dados nem estatísticas reias, e assim ocultar a verdadeira pobreza e inflação”, lembrou.
O público presente interrompeu com aplausos o discurso por nada menos que 25 vezes em apenas 20 minutos. Repetiu a palavra "mentem" por 12 vezes diante de uma plateia qualificada, como a do governador de Buenos Aires, Mauricio Macri, que é um potencial adversário de Cristina nas eleições presidenciais.
Etchevehere concluiu seu discurso desejando o fim desse governo. Para ele, então será possível construir “uma República democraticamente consolidada, com uma produção agropecuária sustentável e diversificada”.
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