O Mato Grosso do Sul, terceiro maior produtor de milho segunda safra do país, iniciou oficialmente na segunda-feira a colheita do grão. Segundo estimativa da Conab – Companhia Nacional de Abastecimento – o Estado deve ter uma produção de 6,4 milhões de toneladas, 4,9% maior que da safra passada. O clima por enquanto ajudou, mas o começo da colheita deve ser marcado por chuvas em algumas regiões sul mato-grossenses. A previsão é de um período de instabilidades e chuvas nas próximas duas semanas.
Diferente de maio, onde a chuva em Dourados-MS acumulou apenas 35mm, ou seja, 70% abaixo da média para o período, em junho já choveu 48mm na cidade, sendo que neste mês o normal é que chova cerca de 73mm nessa região. As instabilidades vindas do Sul do país ainda organizam a umidade sobre o Mato Grosso do Sul, mas as chuvas não serão generalizadas. “As chuvas não representam risco de algo extremo, pois ocorrem de forma intercalada e alternam com alguns dias de tempo seco”, explica o climatologista da Somar, Paulo Etchichury.
Outro fator que não deve atrapalhar as lavouras do Mato Grosso do Sul são as temperaturas. Pelos próximos 15 dias permanece sem indicativo de frio extremo e sem risco de ocorrência geada. Nesse
período devem ser observadas apenas pequenas oscilações e queda nos termômetros, com as
mínimas mais baixas, variando entre 10°C e 12°C.
O solo segue úmido no Mato Grosso do Sul, por causa dos episódios de chuva no final de maio e início de junho, que contribuíram para uma melhora os níveis de umidade da terra. No sul do Estado os valores chegam aos 90% e no norte, onde a situação é um pouco mais crítica, os índices chegam aos 40%.
Tempo AgoraFonte:
Agrolink