por Leonardo Gottems
Segundo o economista e engenheiro agrônomo Alexandre Barros, é “muito difícil fazer previsões sobre o preço das commodities e dos insumos” nos próximos meses. Ele alerta que o “momento é muito nervoso no mercado internacional” em função da incerteza quanto ao tamanho da quebra de safra norte-americana.
Barros participou nesta segunda-feira (03.06) da mesa redonda "Economia, tendências e a agricultura do Sul do Brasil". O Portal Agrolink ouviu em primeira mão o especialista na abertura do 28º Seminário Cooplantio, que acontece em Gramado (RS).
“O mercado está ficando muito nervoso e vai debater fortemente os efeitos do clima na produtividade da safra dos EUA nas próximas semanas. Não se pode duvidar do potencial, pois eles plantaram 43% do milho atrasado em apenas uma semana. Mas isso não passa de uma grande aposta na melhora do clima. Se vier mais uma seca, não se sabe o que pode acontecer com os preços”, alerta Barros.
O especialista projeta uma perda em torno de 30 milhões de toneladas nos Estados Unidos. “Esse resultado, a meu ver, vai manter os preços das commodities nos patamares atuais. Como consequência, não vejo razão para um aumento nos preços dos insumos nestes próximos meses”, analisa.
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Agrolink