Tema da 41ª Expoingá é justificado pelo compromisso da Sociedade Rural de Maringá e dos setores ligados ao agronegócio com a próxima geração
Produtividade e sustentabilidade devem andar lado a lado caso o produtor rural vislumbre sucesso em seu negócio. Na busca de conscientizar a todos da importância desta sinergia tanto no meio rural quanto para a sociedade dos centros urbanos, a 41ª edição da Exposição Feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Maringá (Expoingá), realizada no Parque Francisco Feio Ribeiro, em Maringá, abre o evento com o tema "Semeando Sustentabilidade". Os portões foram abertos ao público na última quinta-feira e a programação segue até o dia 19, com a expectativa de movimentação global de R$ 260 milhões e 500 mil visitantes.
De acordo com o presidente da Sociedade Rural de Maringá (SRM), Wilson de Matos Silva Filho, o tema é justificado pelo compromisso da entidade e dos setores ligados ao agronegócio com a próxima geração. "Muitos avanços no ponto de vista sustentável estão sendo realizados. Nosso objetivo é semear este tema para que as próximas gerações colham os frutos, tendo uma qualidade de vida tão satisfatória ou até melhor do que a nossa", explica o presidente.
Para Filho, o agronegócio tem contribuído com esta visão, como pode ser comprovado com a aprovação do Código Florestal, que após meses de discussão, conseguiu atingir consenso entre produtores e ambientalistas. "Temos que disseminar esta visão para toda a sociedade. Conscientizar todo o público que estará aqui no parque: parceiros, expositores, agricultores e associados da entidade."
Algumas ações serão promovidas pela SRM para fortalecer este tema durante os 11 dias de feira. Haverá coleta de lixo reciclável durante a Expo, todos os banners usados no parque se converterão em sacolas reutilizáveis, torneiras automáticas nos banheiros auxiliam no menor consumo de água, além de uma equipe de alunos das universidades da cidade que abordará as pessoas e entregará um material sobre a importância de atitudes sustentáveis para preservar o meio ambiente.
Quando o assunto é negócio, o presidente da Rural preferiu não estipular crescimento e trabalha com o faturamento do ano passado, na casa dos R$ 260 milhões. No total, 912 expositores da indústria, do comércio, da agricultura e da pecuária estão no parque na busca de captar clientes e fechar vendas. "O momento está propício para o setor do agronegócio, com as commodities tanto do boi quanto dos grãos em excelentes preços. O produtor está capitalizado e pode usar a Expoingá para a busca de novas tecnologias para o campo, informações técnicas e aquisição dos lançamentos em maquinário. Além disso, estamos movimentando a nossa economia local, criando 10 mil empregos diretos e indiretos."
Na feira, a liberação de crédito para financiamentos fica por conta do Banco do Brasil e do Sicredi. "O BB vai ofertar R$ 400 milhões e o Sicredi R$ 180 milhões. Ambas as instituições financeiras vão trazer facilidades de pagamento, taxas de juros diferenciadas, para que os produtores possam fechar negócio durante o evento e nos meses seguintes."
Fazendinha sustentável
A tradicional Fazendinha também é local estratégico para as ações sustentáveis. A parada obrigatória de caravanas e grupos que visitam o evento conta com a orientação de técnicos do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), que promovem atividades de conscientização. Neste mesmo espaço há uma equipe para dar explicações sobre as atividades sustentáveis que fazem parte da programação da Expoingá 2013.
Victor Lopes
Folha WebFonte:
Agrolink