Soja tem semana de atenções para o clima
Na maioria das praças, cotação é só referência nominal, já que a comercialização está travada
O mercado brasileiro de soja manteve o ritmo lento das negociações e preços apresentando poucas alterações. Na maioria das praças, a cotação é apenas uma referência nominal, já que a comercialização está travada. As atenções seguem voltadas para o desenvolvimento das lavouras e o início da colheita da nova safra.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos permaneceu estabilizada entre os dias 17 e 24 de janeiro, na casa de R$ 62,50. Em Cascavel (PR), a cotação recuou de R$ 60,00 para R$ 59,50 no período. Em Rondonópolis (MT), o preço recuou de R$ 54,00 para R$ 52,00. No Mato Grosso do Sul, na região de Dourados, a saca passou de R$ 55,00 para R$ 56,00 no período. Em Goiás, o preço recuou de R$ 59,00 para R$ 58,00.
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (Cbot), principal referência para a definição dos preços globais, os contratos com vencimento em março fecharam a quinta-feira a US$ 14,35 o bushel, pouco acima dos US$ 14,30 do dia 17. Mas durante o período, a cotação chegou a superar a casa de US$ 14,50, diante da boa demanda pela soja norte-americana e de preocupações com a situação das lavouras na Argentina e no sul do Brasil, diante da falta de chuvas.
No final da semana, no entanto, a previsão era de retorno das chuvas e o mercado optou por realizar lucros. As atenções seguirão voltadas para o desenvolvimento das lavouras sul-americanas. Com os estoques mundiais em níveis muito baixos, o mundo conta com safras cheias do Brasil e da Argentina para recompor a disponibilidade de soja. Qualquer especulação envolvendo perda na safra destes dois países poderá determinar novos repiques de preços em Chicago, mas, por enquanto, as condições favorecem a obtenção de produções recordes.
Produção - A produção brasileira de soja na temporada 2012/13 deverá totalizar 84,685 milhões de toneladas, com aumento de 25% na comparação com a safra anterior, que ficou em 67,758 milhões de toneladas. A previsão faz parte de levantamento divulgado segunda-feira pela Safras & Mercado. No relatório anterior, divulgado no dia 21 de dezembro, a previsão era de safra de 84,314 milhões de toneladas. O aumento ficou em 0,44%.
A estimativa de área plantada passou de 25,258 milhões de hectares em 2011/12 para 27,543 milhões na atual temporada, com aumento de 9%. Sadras trabalha com rendimento médio de 3.075 quilos por hectare, superando os 2.694 quilos obtidos no ano passado.
O Mato Grosso deverá seguiur líder no ranking de produção nacional, com safra estimada em 25,12 milhões de toneladas, representando um crescimento de 14% sobre as 22 milhões de toneladas obtidas em 2011/12. A produção do Paraná deverá ter um crescimento de 39%, totalizando 14,4 milhões de toneladas.
Após uma temporada de quebra por conta do clima seco, o Rio Grande do Sul deverá recuperar a produção. A consultoria aposta em uma expansão de 91% na safra, que chegaria a 12,6 milhões de toneladas. O levantamento indica aumento na colheita em todos os estados produtores do Brasil.
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