Vendas de fertilizantes no Brasil crescem 4,8% até agosto
As vendas internas de fertilizantes no Brasil cresceram 4,8 por cento entre janeiro e agosto deste ano, para 17,79 milhões de toneladas, na comparação com igual período de 2011, informou a associação que reúne as indústrias do setor nessa terça-feira (18).
Somente em agosto, as entregas aos consumidores finais tiveram um incremento de 10,8 por cento, totalizando 3,45 milhões de toneladas, em relação ao mesmo mês de 2011, informou a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (Anda).
A produção nacional subiu para 6,32 milhões de toneladas nos primeiros oito meses de 2012, incremento de 0,3 por cento sobre igual período do ano anterior.
Em agosto, o volume produzido no país foi de 967 mil toneladas, ou 10,4 por cento mais ante mesmo mês de 2011.
As importações de fertilizantes intermediários, que chegaram a ser afetadas pelas greves de funcionários públicos nos portos, atingiram 2,24 milhões de toneladas, alta de 20,6 por cento ante igual período do ano passado.
No acumulado do ano, contudo, a Anda registrou recuo de 2,6 por cento nas importações, que entre janeiro e agosto deste ano somaram 12,63 milhões de toneladas.
O Brasil importa pouco mais de 60 por cento da sua demanda anual de produtos à base dos nutrientes nitrogênio, fósforo e potássio (NPK), posteriormente misturados em fábricas locais para venda ao consumidor final.
Segundo a nota da Anda, o Mato Grosso concentrou o maior volume de entregas de fertilizantes no período, com 3,45 milhões de toneladas, seguido por São Paulo (com 2,421 milhões de toneladas), Paraná (2,273 milhões de toneladas) e Rio Grande do Sul (2 milhões de toneladas).
Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul são grandes produtores de soja, enquanto São Paulo lidera na produção de cana-de-açúcar.
Tradicionalmente, as entregas de adubos para os produtores costumam ser mais firmes no segundo semestre do ano, perto do início do cultivo da safra de verão, entre o meados de setembro e começo de outubro nas principais áreas produtoras.
Analistas esperam vendas recordes neste ano de 29 milhões de toneladas, graças ao crescimento da área com soja para o recorde de 28 milhões de hectares, em meio a preços recordes da oleaginosa no mercado internacional, que se refletiram internamente.
No ano passado, as vendas, também recordes, somaram 28,32 milhões de toneladas de fertilizantes no mercado brasileiro.
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