EUA perdem 20% da soja para Brasil e Argentina
Os Estados Unidos vão recuar 22,43% nas exportações de soja em 2012/13 devido à quebra relacionada à seca, e esse espaço será ocupado pela Argentina e pelo Brasil, conforme relatório divulgado na quarta-feira (12) pelo Departamento de Agricultura norte-americano, o Usda. O documento ampliou as perdas climáticas do Corn Belt, elevou a participação da América do Sul no mercado internacional de milho e soja e provocou alta nas cotações da oleaginosa na Bolsa de Chicago, que devem ser assimiladas pelo mercado brasileiro a partir desta quinta-feira.
As exportações de soja dos EUA devem cair dos 37 milhões atingidos na temporada 2011/12 para 28,7 milhões de toneladas (22,43%), devido à produção 13,8% menor, que tende a ficar em 71,69 milhões de toneladas. Na América do Sul, a Argentina deve produzir 34% mais (55 milhões de toneladas) e ampliar seus embarques da oleaginosa em 73% (para 13,5 milhões de toneladas). O Brasil assume a liderança com colheita 22% maior (81 milhões de toneladas) e embarques 9% mais volumosos (39,1 milhões de toneladas), conforme o Usda. Isso se o El Niño trouxer chuvas às lavouras sul-americanas a partir da próxima semana, para viabilizar o plantio.
Com isso, a cotação dos contratos de soja de novembro chegaram a R$ 17,46 por bushel, com alta de 2,6% no dia. O milho dezembro caiu 1%, para US$ 7,69 por bushel. No Paraná, a saca do milho recuou 3,7%, para R$ 24,96, preço ainda 8,36% acima da média de setembro de 2011, conforme o Departamento de Economia Rural (Deral). A soja teve queda de 0,6% no estado, para R$ 76,43 a saca, com valorização de 73,61% em um ano. “O mercado interno deve seguir a tendência internacional nos próximos dias”, disse Marcelo Garrido, técnico do Deral.
Em Chicago, a soja recuperou 27 dos 58 pontos perdidos nas cinco sessões anteriores. “A perspectiva de que os EUA ficarão sem soja daqui a seis meses, podendo ter de importar da América do Sul, deve manter os preços elevados em Chicago”, apontou Stefan Tomkiw, vice-presidente de Futuros para a América Latina da Jefferies Bache, que atua em Nova York. Os próximos relatórios devem apontar impacto da seca ainda maior nas lavouras, acrescentou.
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