Greve na Seab compromete transporte animal
Emissão de guias é necessária para o trânsito de caminhões. Outros serviços, como a publicação de séries históricas de preços, também foram interrompidos
Carlos Guimarães Filho
A greve de 290 servidores da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab), cerca de 30% do quadro de funcionários, interrompeu parte dos serviços prestados pelo órgão. A paralisação, que começou na última quarta-feira, inclui servidores dos 21 núcleos regionais espalhados pelo interior e parte de departamentos considerados chaves na capital.
Dois dias de greve foram suficientes para interromper a publicação da série histórica com a lista de preços dos produtos. O material, divulgado diariamente no site do órgão, não está disponível desde quarta-feira. De acordo com Carlos Hugo Godinho, coordenador da Divisão de Estatísticas da Seab e integrante Comissão de Negociação Estadual (CNE), a série histórica com as informações da safra no estado, publicada semanalmente, também não será disponibilizada na próxima segunda-feira. “Os números da safra também serão comprometidos”, ressaltou.
Ainda segundo o servidor, já existem relatos de que, em algumas regiões do estado, a Guia de Transporte Animal (GTA) não está sendo emitida. Outros dois serviços com data limite também correm o risco de atraso. Os convênios entre a Seab e prefeituras precisam ser assinados até o dia 7 de julho, conforme a Lei Eleitoral. O relatório de valor bruto de produção fornecido pela Seab para que o governo estadual calcule a distribuição do ICMS agrícola precisa ser finalizado até 30 de junho.
“Existe o risco de alguns convênios não serem assinados e o relatório de ICMS, que já estava atrasado, atrasar ainda mais. Já são, no mínimo, cinco dias de atraso”, diz o integrante da CNE, presumindo que a greve que não termine antes de segunda-feira.
Reivindicação
A greve reúne os funcionários não vinculados à Agência de Defesa Agropecuária (Adapar). Os 640 colegas deslocados para a nova agência recebem gratificação de R$ 905,25 a R$ 2.396,25. O grupo pede adicional de R$ 450 a R$ 2.250. Segundo os grevistas, o secretário Norberto Ortigara acenou com a possibilidade do pagamento, mas o valor não foi definido. Nova reunião está agendada para segunda-feira. A reportagem procurou a Secretaria de Agricultura para comentar a greve, mas não obteve retorno.
Gazeta do Povo
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